quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

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Prefeito de Sapucaia conta que as famílias não ficarão sem atendimento.
10/12/2008 - Diário
Sapucaia Do Sul - Impossibilidade de arcar com medicamentos que custam em média R$ 800,00 mensais e a incerteza sobre até quando terão os remédios para controlar o diabetes de seus filhos gerada pela falta do produto na Secretaria Municipal de Saúde. Estes são os motivos da angústia de um grupo de pais de Sapucaia do Sul que está se organizando para garantir o cumprimento de decisões judiciais que obrigam o Estado, por meio do município, a fornecer os dois tipos de insulina que seus filhos, portadores do Diabetes Melitus tipo 1, que atinge crianças e exige o uso de dois tipos de insulina, chamados de Lantus e Novorapid. O prefeito Marcelo Machado (PMDB) afirma que tudo está regularizado e que as famílias não ficarão sem atendimento. Um dos casos é o da auxiliar de biblioteca Nara Jorgete Vieira Rodrigues, 43 anos, moradora do bairro Vila Jardim, cuja a filha Natália Rodrigues Vieira, 12, tem diabetes desde os oito anos. ‘‘Ganhei na Justiça em 2004 o direito de receber os medicamentos que possibilitam minha filha a ter uma vida normal. O problema é que tenho ido repetidas vezes até a Secretaria Municipal de Saúde e não consigo as duas insulinas, fato que começou a ocorrer principalmente depois das eleições.’’ Segundo ela, de tanto ir na sede da Secretaria de Saúde e ficar esperando horas, conheceu outros pais com o mesmo dilema. ‘‘Chegam a passar outras pessoas na nossa frente e a assessora da secretaria chegou a nos dizer que não tinha a insulina e que era para a gente procurar nossos direitos. Estamos nos mobilizando para fazer exatamente isso.’’ ApoioOutros pais afirmam que, se não fosse o apoio que dão uns aos outros, as crianças já teriam ficado sem insulina. ‘‘Estamos nos trocando insulina quando outro de nossos filhos fica sem o medicamento para não parar o tratamento. Só que, do jeito que está, no máximo em dez dias estaremos sem nenhuma ampola de insulina’’, destaca a artesã Ana Maria Lucas da Silva, 40, que tem o filho Luís Felipe Lucas da Silva, 13, com diabetes. ‘‘Como tenho de levar meu filho para as consultas e acompanhamento no Instituto da Criança com Diabetes (ICD), em Porto Alegre, e também brigar para conseguir a insulina junto ao município, não há condições para ter emprego fixo.’’ A artesã afirma que a próxima meta é identificar outras famílias com casos de diabetes Melitus tipo 1 entre seus filhos para organizar um grupo mobilizado de busca pelo direito obtido na Justiça. ‘‘Temos a garantia judicial de receber os remédios e não queremos nada além de que essa decisão seja cumprida de forma integral pelo poder público.’’ As duas mães, juntamente com a auxiliar administrativa Carina Alves, 30, e o metalúrgico José Roberto Freitas Dias, 36, se reuniram na tarde de segunda-feira para debater a questão.Prefeito Marcelo afirma que os repasses estão em diaO prefeito Marcelo Machado diz que conhece a situação das famílias. ‘‘Tive o processo da Nara em minhas mãos e posso afirmar que estamos em dia com os repasses. Vale ressaltar que o caso dela prevê o repasse da insulina Novorapid, mas fornecemos também a Lantus e as fitas para as medições diárias.’’ Ele destaca que o caso do menino Luís Felipe também está regular. ‘‘Estas famílias estão antecipando um possível problema por achar que a troca da administração irá parar o fornecimento da insulina. Porém, isso não irá ocorrer.’’ Sobre o fato de não conseguir atendimento na Secretaria de Saúde, o prefeito reconhece que isso ocorreu uma vez. ‘‘Ela reclama de ter ido lá e não ter sido atendida pelo secretário. Porém, estava presente quando ligamos para ela para falar sobre seu caso, que tem sim tido a devida atenção.’’Pacientes com a doença têm que receber insulina diariamente A pessoa acometida pelo Diabetes Melitus Tipo 1 é o que os médicos chamam de insulino-dependente. ‘‘O organismo deste paciente não fabrica insulina, que precisa então ser ministrada diariamente, sendo o único remédio que pode mantê-lo em condições de ter uma vida normal’’, explica o médico clínico geral e endocrinologista João Carlos Vieira Benjamin. ‘‘Caso fique sem ministrar insulina, os efeitos variam de pessoa para pessoa, pois o organismo busca as reservas que ainda existem no corpo. Após elas acabarem, o quadro vai se encaminhar para um estado de semicoma, que evolui para o coma e a conseqüente morte da pessoa. Em média, esse processo leva em torno de 72 horas

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